C * A * R *A * L * H * O * O * O * O * O * O * O * O

As coisas estavam acontecendo e eu nem sabia. Isso que dá trabalhar demais. Meu blog indicado e eu alheio à tudo. Só agora que vi isso. E o pior é que tentei colocar a imagem para mostrar e comprovar a indicação e não consegui pois a porra do limite de quota foi ultrapassado. Eu até apaguei algumas fotos mas não resolveu nada. Que diabo é isso? Então copiei e ficou desse jeito, ficou legal:

E tem mais, eu estava pensando em mudar o nome do meu blog, talvez para Solteiro Praticante (em outro momento eu explico melhor), mas agora terei que esperar. Ninguém merece! Eu sabia que deveria ter rezado mais. Bem que minha mãe me avisou...rs...

Mas o importante é que nem vou conseguir dormir de tanta emoção. Quero agradecer a todos que entraram e fizeram comentários, aos meus pais, ao circular que não passou, a equipe da UOL, ao tio da padaria, ao gato gay da Kátia, ao meu porco de pelúcia, o Tomada, e a minha vaca de pelúcia, a Aldine, sem vocês nada disso teria acontecido. Quero dedicar este acontecimento a mim, é claro, pois se eu não fosse legal meu blog não estaria na lista dos blog’s legais da UOL.Quero registrar também que sou muitos, mas entre esses muitos existem dois que se destacam, que são: o Leandro e o Bifinho. Às vezes eles brigam, outras se amam de paixão. Um talvez represente meu id, o outro talvez meu ego, ou vice-versa. Quem sabe? A questão é que desses conflitos surge a matéria-prima para o meu blog. Apreciem com moderação.



 Escrito por Leandro às 02h08
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Assistente Social tem momento de insanidade e pega carona em Ilha Solteira

O Assistente Social Leandro foi visitar sua família neste feriado prolongado. Após regressar a Ilha Solteira ele trabalhou normalmente e na quinta-feira participou de um churrasco promovido pela Faculdade Reunidas de Ilha Solteira. Antes, porém, decidiu retomar suas caminhas vespertinas, pois recebeu algumas ofensas da balança. Na quarta-feira estava empolgado e caminhou o longo trecho até a praia. Depois de uma hora e vinte minutos de intensa caminha chegou e foi direto para água, pois seus pés estavam ardendo em brasa. Pessoas que estavam no local afirmam que ouviram aquele som que sai quando a água entra em contato com algo quente. "Meu plano era voltar com o coletivo", responde Leandro. Quando era 18h40 ele estava dentro do rio e viu um ônibus passar. Pensou que depois de um hora passaria outro e tudo estaria resolvido. Após tomar uma cerveja e fumar seus dois últimos cigarros foi para o ponto esperar aquele com o qual voltaria para casa. Passada uma hora e dez minutos desistiu de ser uma pessoa insana e foi perguntar no bar qual era o horário do próximo ônibus. Para sua surpresa a garçonete informa que era 22h40! "Quando ele veio me perguntar o horário do próximo ônibus e fez aquela cara de assustado e logo em seguida de raiva, aí eu entendi porque ele estava dormindo no banco do ponto de ônibus", comenta a garçonete. Transtornado, irado e molhado o assistente social caminha para a guarita na esperança de uma alma bondosa lhe dar carona. O guarda informou a nossa reportagem que ele ficou uns dez minutos sentado na sarjeta brincando com alguns galhos de árvore e quando passava um carro ele gritava que havia perdido o ônibus e precisava de uma carona. Também informou que alguns jovens que estavam jogando bola na quadra levaram-no embora, sendo a última vez que o viu. Encontramos Leandro em sua residência lendo Ninguém é de Ninguém, de Zibia Gasparetto e ouvindo a trilha sonora do seriado Smallville. Nos relatou que está freqüentando o Centro Espírita Amor e Luz, de Ilha Solteira. Nesta sexta-feira ele foi caminhar, no entanto, o percurso foi dentro do perímetro urbano. "Nunca mais vou caminhar até aquela praia", murmurou indignado Leandro.

Da reportagem local.



 Escrito por Leandro às 02h14
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Hoje a mensagem é uma homenagem para minha amiga Kátia, que tem um gato gay. Vocês já viram isso? Gato gay? O Carlos tinha um gato mudo, mas gay, eu nunca tinha visto... Ela não gosta muito, quer acreditar que ele é macho. Então gente não dê bafão! Mas a homenagem é por outro motivo, que infelizmente eu não vou contar. Nã, nã, nã, nã, nã, nãããã!!! Vão ficar sem saber... Vocês são curiosos, hein! Não, não adianta. Apenas sob tortura sexual. De qualquer forma fica registrado minha homenagem e gratidão por ela. Kátia, obrigado e você sabe do que estou falando.

Mudando de assunto... hoje eu fui ao fórum e foi muito engraçado. Na verdade eu fiquei dando risada sozinho. Eu não consigo mais entrar em fórum e ficar sério, eu me lembro do livro O processo de Franz Kafka. Eu olho toda aquela estrutura, toda aquela gente perdida em meio a papéis que não tem nenhum significado na vida delas, toda aquela estrutura hierárquica que às vezes não faz nenhum sentido, aquela burocracia infinita e tudo isso é muito engraçado. Ao mesmo tempo lembro-me do Josef K. sem entender o porque do seu processo e perdido como toda essa gente. É muito engraçado. Eu comecei a dar risada sozinho. Algumas funcionárias até olharam pra mim sem entender nada e eu com um sorriso simpático falo: oi! Até imaginei aqueles balões de revista em quadrinhos escrito: "esse cara é louco!".

O importante é que descobri um lugar para me desestressar, vou freqüentá-lo mais.



 Escrito por Leandro às 00h37
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Porque eu insisto em seguir os caminhos errados? Onde preciso da razão eu ajo com a emoção, e onde preciso da emoção eu deixo a razão falar mais alto. Eu não sei o que acontece. Às vezes penso: será que é só para ser diferente? Será que sou realmente assim? O que aconteceu em minha infância para que eu agisse dessa maneira? Sempre faço esse exercício de procurar em minha infância as razões para determinados comportamentos. Já encontrei alguns relevantes, só não sei o que fazer com eles, mas que eu encontrei, isso eu encontrei. Lembro-me de acontecimentos e atitudes relacionadas com minha mãe e meu pai que hoje direcionam comportamentos e atitudes minhas. Alguns eu não gosto, outros até me sinto contente. O fato é que ultimamente tenho sido um idiota. Não sei o que aconteceu comigo. Acho que foi recaída. E das bravas! Mas tenho certeza que reunirei forças para superar esse momento. Na verdade, apenas eu posso me ajudar. Mais ninguém! Por isso eu digo: seja sempre seu melhor amigo. Quando estiver pra baixo, lhe dê forças. Quando estiver fora de si, lhe dê um chocalham. Quando estiver sério demais, ria de si. Quando estiver contente e feliz, cuide-se para não perder de vista a humildade. Converse com você. Ria de você. Xinge você. Bata em você. Mas faça isso apenas quando for necessário e na medida certa, pois caso contrário você não saberá ser sempre seu melhor amigo.

Ah, já estava me esquecendo: NINA SIMONE É TUDO DE BOM!

Como não sei inglês para traduzir algumas músicas da Nina, então vai a música nacional  que define meus sentimentos:

Epitáfio (Titãs)

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Devia ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos



 Escrito por Leandro às 04h28
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É galera, estou sem assunto. Na verdade eu poderia falar sobre muita coisa, opções não faltam. O que falta é sentimento e paixão e loucura. Sem estes elementos qualquer assunto não é importante. Por outro lado, com eles tudo fica complicado, complexo, confuso e eu perco muito cabelo. Mas lembrem-se:



 Escrito por Leandro às 00h42
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Sobre o show da Pitty esqueci de falar uma coisa. É essa mania de sempre ver o lado bom das coisas e esquecer do resto: a organização estava uma bosta!!!!!!!!

Olha o que eu encontrei:

Melissa, Eu e a Lúcia no show



 Escrito por Leandro às 03h00
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INSÔNIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Estou com raiva, quero matar alguém. E o pior: meu cigarro acabou! Ahrgggggjfdklsjodfjslkfjdljaf



 Escrito por Leandro às 01h36
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Bem, acabo de chegar do show. Não exatamente do show. Depois que ele terminou fui dar uma olhada no Nó na Madeira pra ver o movimento, e adivinhem quem encontrei por lá? Maria, Diana, Sérgio e Fer. Todos, exceto o Fer, loucos fazendo do corredor a pista de dança que não existe, ou seja, dando aquele barraco nosso de cada dia que eu adoro, diga-se de passagem. É lógico que entrei no meio e aquele cara que habitava meu interior (lembram dele?) pôde ter algum prazer nessa vida vil, mesquinha, maravilhosa, sádica, gostosa e passageira. Ele até está um pouco mais calmo. Também não é pra menos esqueleto totalmente mexido: forró e reggae (no bar) e eletrônica e rock and roll (no show), aliás, muito rock and roll. Demorou pra caralho pra começar, mas enquanto isso o Dj, e eu claro, nos esbaldamos de eletrônica na cabeça. Eu amo música eletrônica!! Lá pelas 1h25 entra a digníssima e gostosa Pitty, tenho que confessar: a mina é gostosa. Depois daí foi rock, rock e rock. Foi tanto rock que ela deixou marcas para sempre em meu gosto musical. Sacam só, ela cantou Deus lhe page, do Chico, numa versão que até Deus duvida. Gente, foi o meu êxtase. Loucura total. Ramones e Nirvana ficaram até sem graça diante de tanta ousadia. Mas é isso aí, o show valeu a pena mesmo e o VMB foi justo e merecido. Foi tranquilo na questão paralela chamada álcool, também depois de ontem. E agora vou tentar dormir porque o sol já deu a cara amarela lá fora. Mas antes um cigarro, é claro.



 Escrito por Leandro às 06h17
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Estou ótimo! Estou bêbado! Viva a vodka! Com limão é claro. As pessoas bêbadas são mais legais, mais interessantes, mais sinceras. É claro que para perceber isso deve se ter uma sutileza e uma ausência de preconceito que poucos possuem. Acabo de chegar em casa e como não posso me deitar, pois se fazer isso eu chamarei o juca, então resolvi escrever alguns e-mail’s e uma mensagem no meu blog. Mas eu não tenho nada que falar. Só posso falar que o Nó na Madeira estava bom.

Caralho, o mundo tá girando! Alguém poderia mandar parar que eu quero descer.



 Escrito por Leandro às 04h39
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Intensos conflitos com alguém que existe dentro de mim. Esse alguém não tem nome e história e valores e regras e normas e moral e religião. Ele só tem uma coisa: desejos! No sentido mais freudiano que possa existir. Ele só quer gritar e falar e se transformar e crescer e mandar tomar no cu. E ele tá crescendo e me absorvendo, ele tá grande, enorme, gigantesco. Tento matá-lo, mas é impossível. Todas as energias que uso para esse fim ele reaproveita e usa em benefício próprio. Não sei mais o que faço. Já tentei iludi-lo de todas as formas, mas ele é esperto e sabe de todas as minhas intenções, afinal, ele mora dentro de mim. Qualquer argumento é quebrado com um simples sorriso irônico e dissimulado. Não há fatos contra, aliás, o que ele mais quer são fatos! Quer o fedor da realidade nua e crua. Quer sentir o gosto podre de ser humano e animal. Quer banhar-se na fonte dos orgasmos inconseqüentes. Quer atravessar a rua sem olhar dos lados. Quer trepar com sua mãe e matar o seu pai (no sentido freudiano, é claro). Quer escutar Rage Against the Machine no último volume e bater com a cabeça na parede. Quer quebrar o espelho. Quer andar de moto nu pelas ruas. Quer trepar 18, 19, 20 horas ininterruptas. Quer sentir o sangue de seus próprios desejos concretizados. Quer simplesmente VIVER!



 Escrito por Leandro às 01h47
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Estou tão feliz com meu blog. Não que antes eu não gostasse dele. Mas é que eu descobri, sem querer, uma coisa que fazia tempo que eu queria. É o seguinte: uma das melhores coisas que o Bill Gates inventou foi a tecla justificar. E eu não conseguia justificar minhas mensagens. Elas ficavam todas tortas, desconfiguradas. Um horror. Eu odiava. Mas agora, como vocês puderam observar, eu estou justificando todas elas. E elas ficam du caralho. Quase tenho orgasmos por isso. E é simples. Eu apenas escrevo minhas mensagens no Word, justifico-as, copio e colo no blog. Pronto! Elas ficam justificadas. Não é o máximo? E o melhor é que descobri isso sozinho.

Justificar, eu te amo! Blog, eu te amo! Leandro, eu te amo!

 


Em Jales...

Tem certas circunstâncias que propiciam à reflexão. Hoje (sábado, 09 de outubro) por exemplo, é um dia totalmente reflexivo: contato com minha família e, portanto, com minhas raízes; alguns cigarros; um bom filme (Beleza Americana); e a perspectiva de escrever em meu blog, que como disse antes eu amo. São tantos sentimentos que nem quero descrevê-los, apenas senti-los. Então, mais um cigarro! É foda, ando fumando muito. E daí!? O pulmão é meu. Eu até gosto da cor preta, que é a cor que ele vai ficar...



 Escrito por Leandro às 22h33
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Influências e mais influências de Clarah. Isso é que é mulher, ou melhor, isso é que é mulher macho. É mais macho que eu, e outros tantos "homens" por aí. Como diria uma amiga: ela é fálica. Fálica?

NOTA: Fálica: ad. f. relativo ao falo. Falo: s. m. Pênis, órgão genital masculino.

O pior de tudo é que ela me lembra alguém. Alguém que foi muito importante pra mim em outra vida, mas que passou dessa pra melhor. Entenderam? Não! Não importa. A questão é: qual é a minha cor? Na verdade pensei muito, um pouquinho na verdade, e a Rosi e o Hermann me ajudaram a concluir algumas coisas.

Uma delas é que adoro ser contraditório. Como diria Paulo Francis: "só os burros não são contraditórios". Não que eu seja inteligente, mas não tenho preguiça de pensar um pouquinho às vezes. Porque na verdade é isso. O brasileiro em geral tem preguiça de pensar, dá muito trabalho. E trabalho não é com a gente. Outro motivo de ser contraditório é que deixamos a emoção prevalecer sobre à razão. A razão é muito objetiva, sem graça, formatada e estressantemente coerente. A emoção, por outro lado, lhe permite viver cada momento como único. Quem disse que temos que ser sempre sérios, ou sempre alegres, ou sempre ter a mesma opinião sobre determinados assuntos. Somos muito mais complexos que a simples conjunção do id com o superego. Por isso: esqueçam aquele texto "Um lugar no mundo", ou melhor, esqueçam os sentimentos que se configuravam naquele momento. Já passou. É claro que ficará como registro histórico de um momento totalmente emotivo.

O importante é que hoje a emoção se expressará de duas formas diferentes: 1) refere-se ao exímio cardápio do almoço: miojo com ovo frito e farofa (colocar requeijão também fica bom, mas no momento o meu acabou). O miojo tem que estar um pouco úmido, não muito, o suficiente para que a farofa engrosse. Hummm... Eu adoro essa falta de combinação, ela combina tanto.  2) daqui a pouco estarei na estrada para Jales, de moto. Uma aventura e tanto. Fui apenas uma vez, mas foi o suficiente para pegar o gosto de viajar de moto. Na verdade o que mais gostei são as paradas que faço para fumar um cigarro. É tudo.



 Escrito por Leandro às 14h13
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Dois acontecimentos, uma conexão

Coisa chata na vida: o CD que você encomendou há duas semanas não chegar por incompetência, ou por má vontade mesmo.

Coisa surpreendente na vida: uma mulher definir você com poucas palavras, ou melhor com apenas uma cor.

Aparentemente dois acontecimentos sem nenhuma relação direta. No entanto, as aparências enganam.

A solução da primeira (se é que há solução pra isso) foi correr para a livraria e adquirir um livro. Com certeza não satisfez meu desejo de escutar Mundo Livre S.A., mas pelo menos irá me ocupar por algumas horas. O livro é "Máquina de Pinball", de Clarah Averbuck.

Mas quem é Clarah Averbuch?

Clarah Averbuck é gaúcha. Nascida em Porto Alegre em 26 de maio de 1979. Começou a escrever quando era pequena: diários, cartas, contos... Desistiu de duas faculdades: letras e jornalismo. Começou a publicar textos na internet, em um blog chamado Brazileira!preta, este que o link está ao lado...novo. Sua mais recente obra é "Vida de Gato", tem também um conto publicado no livro "25 Mulheres que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira". Ela também escreve na coluna virtual da revista TPM, versão feminina para a TRIP. Link para as mulheres se divertirem http://www.revistatpm.com.br

Ainda não comecei a ler o livro, pois não terminei o "Lobo da Estepe". Pelas poucas linhas que li achei bem interessante, diferente, underground. Aliás, a única coisa que não gostei é que tem algumas tantas passagens em inglês, e como sabem sou péssimo em inglês, odeio inglês. Como diria Clarah: Foda-se o inglês!

Como a conheci?

A primeira vez que a vi foi no programa "Provocações" do Antonio Abujamra (o link também está ao lado...novo também), aquele com cara de louco que está fazendo o personagem meio russo, meio brasileiro da novela Começar de Novo. Ele também escreveu o prefácio do livro e diz: "Que mulher é essa que chega em Londres e em meia página conclui o que centenas de PHDs escreveram em milhares de páginas para passar em mestrados que ela manda tomar no cu com uma sabedoria invejável e indiscutível. Uma mulher que, conforme seu estado, escreve até sobre turfe, gastronomia, dieta, astrologia, horóscopo, inventa signo novo". É claro que foi paixão à primeira vista, pois além de inteligente e escrachada é de uma beleza fascinante (cabelos curtos e vermelhos... tudo)

 Na contra-capa do livro ela está bem melhor.

É claro que um homem econômico vale por dois. E tudo que fiz por conta dessa mulher: revista tpm, coluna, livro, entre outros. Fez-me entender um pouco mais, ou pelo menos tentar entender, o universo feminino e, consequentemente, entender como uma mulher consegue definir um homem com apenas uma cor. Não bastando tal acontecimento, acabo de me lembrar de um ocorrido semelhante. Foi no Nó na Madeira com minha cara amiga Márcia. Lembra? Você naquela noite me fez refletir sobre muitas coisas de minha existência. Vocês me causam medo e admiração, temor e amor. Talvez seja por isso que escolhi uma profissão predominantemente feminina. Talvez seja por isso que meu eu feminino é a melhor amiga de meu eu masculino.

É claro que o termo definição é impróprio e insuficiente. Afinal, ninguém consegue definir com poucas palavras, ou com uma cor um ser humano, que por princípio é altamente complexo. De fato, o Lobo da Estepe também tem contribuições significativas nesse intento. Estou chegando ao final e o que ele já me fez pensar e enlouquecer não tem tamanho, quando terminar escrevo algo sobre, principalmente sobre este aspecto da complexidade humana.

Mas que cor é essa? Que mistério é esse? No momento não direi, apenas vou lançar algumas alternativas para vocês, queridos leitores, opinarem:

Qual a cor que é minha cara?

a) Azul

b) Vermelho

c) Roxo

d) Cinza

e) Preto



 Escrito por Leandro às 22h34
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Um lugar no mundo

Final de semana cheio. Ontem festa na casa da Márcia, a Márcia Rocha como ela mesma bem frisa, ótima comida, ótimas companhias, boa música, bom papo, boas risadas, um lindo sorriso e um olhar ainda mais maravilhoso. Um mal gosto? Ainda é cedo para afirmar.

Domingo cheio de imprevistos e previstos: um bom almoço na casa da Silvia, uma injeção de adrenalina diante da TV assistindo Smallville na casa do Marquinho, um café expresso acompanhado de um bom papo e uma "poesia". Como disse antes fui buscar inspiração em Hermann Hesse e como era esperado encontrei-a sentada num banco solitária, reflexiva e com boa um dose de psicologia. Resultado! O texto que se segue:

 

Um lugar no mundo

 

Entre milhares de pessoas uma poderia ser o seu grande amor. Um amor que encaixasse perfeitamente num vazio de ideais construídos por sonhos de uma infância perdida. Um amor que como num jogo de quebra-cabeça fosse montado por pequenos detalhes, no qual o resultado se configurasse momentaneamente por meio de um rosto maternal. Um amor que envelhecesse com você e tentasse entendê-lo em meio aos múltiplos personagens coexistentes no interior de único e singular indivíduo. Um amor que soubesse o valor de uma música escolhida entre milhares de músicas, mas que traduzisse com simplicidade uma história vivida repleta de sentimentos complexos. Está pessoa poderia ser uma entre milhares de pessoas?

Entre centenas de pessoas uma poderia ser uma grande amiga. Uma amiga que nas horas difíceis lhe desse o apoio humorado de ser uma amiga. Uma amiga que lhe desse idéias, que você seguiria mesmo sem compreendê-las com exatidão. Uma amiga que ao escutar críticas maldosas sobre você entendesse seus motivos sem ao menos você dizer uma só palavra. Uma amiga que quando pensasse em ligar para você o telefone tocasse e já antes de atendê-lo saberia que é você do outro lado. Uma amiga que você também faria tudo isso pra ela por apenas um olhar diferente. Está pessoa poderia ser uma entre milhares de pessoas?

Tarefa não menos fácil é encontrar um lugar no mundo. Não qualquer lugar, mas lugar que fosse a sua cara. Um lugar repleto de espiritualidade que você só de pisar já sentisse os bons fluídos. Um lugar que mesmo simples fosse uma constelação de significados de uma história representada por aqueles personagens autônomos mas dependentes da singularidade que é você. Um lugar que mesmo após uma longa viagem você ainda sentisse seu cheiro pairando no ar. Um lugar de encontro entre você e sua grande amiga. Um lugar que seu grande amor entrasse mesmo sem ser convidada e se sentiria tão bem e tão à vontade que nunca mais fosse embora. Entre milhares de quilômetros de extensão da terra um centímetro poderia ser esse lugar.



 Escrito por Leandro às 19h50
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Sem inspiração...

O que está acontecendo? Não consigo ter idéias cretinas e criativas para escrever. Será que estou ficando kareta? Será que estou ficando sério? Que chato. Já sei, acho que é falta de literatura. Amanhã mesmo vou à biblioteca pegar um livro de algum autor muito louco. Será o Lobo da Estepe de Hermann Hesse. Aguardem...

Enquanto isso, vou publicar meu último poema que escrevi, dia 23 de julho:

TATUAGEM

Minha felicidade / é o sacarmos de minha tristeza,/ é a ironia de minha dor.

Marcada e grafada como uma idéia / que se reflete invertida / no espelho do oriente que desconheço.

Como observaram é sobre a tatoo que fiz no braço: ideograma chinês da felicidade.

Também vai alguns pensamentos toscos:

A principal diferença entre Ciência e Arte é que a primeira diz sobre coisas simples de maneira complexa e segunda diz sobre coisas complexas de maneira simples.

A principal diferença entre Lecionar e o Teatro é que no teatro é o mesmo conteúdo para várias platéias, enquanto lecionar são vários conteúdos para a mesma platéia.

Coisas de quem não tem que fazer, ou de quem tem o que fazer mas prefere dar prioridade para a subjetividade.



 Escrito por Leandro às 23h27
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